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sábado, 20 de maio de 2017

Me toca.


Óleo sobre tela - Consales Rodrigues


Na pele fina e carente
preciso de calor..
sentir teu amor
e me fazer derreter!..

Precisava do teu toque
do teu cheiro
precisava da pele em cor!..

Me toca!..
me faz agitar
me faz gritar..
me deixa sem ar!..

Me vira do avesso
faz de mim teu desejo..
tua fantasia, teu anseio!..

Me toca!..
minha pele pede
o corpo grita
o sangue transborda!..

E na pele, colore ..
na alma marca..
Me toca!..

Ing

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Para viver.

Internet - Fusarca 7


Um dia que sinto - são imagens perdidas
horas de longos devaneios
sem sentido - talvez interiorizados
na escolha do que levar adiante...

Meu tempo passa - leva-me muito
do desejo, da leveza...

Decidir - seguir apenas na luz...
Voltar - olhar a melancolia...
Idos prazeres que coleciono
à mão cheia - em lágrimas...

Ah, se a vida entendesse...
e deixasse por terra toda dor...

Ing

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Antologia Casa da Poesia

Pois é amigos, o nosso querido Renato, que foi recentemente agraciado com uma cadeira na Academia de Letras do Brasil, nos presenteou com esta bela Antologia...

Inesquecível!
Eternizados momentos.
Palavras agora somente para agradecer!

Desfrutem...

Forte abraço!

http://www.youblisher.com/p/1273805-Antologia-Poetica-da-Casa-da-Poesia-2015/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Devaneios em preto e branco.



Internet - desconheço autoria
Alimento-me de tuas mãos...
O frescor dos dias e noites
são a dor e o gemido
dos meus dias...

Na cor púrpura que não vejo
no olhar que não sinto
o calor da voz firme
espalha-se na pele...

Um arrepio distante
perdido no tempo...
Teu corpo nu - chama
freme e arde...

Uma vida que é brasa

sem sopro se apaga
e sem teu desejo
sucumbe...


Ing

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Vida pele.

Imagem Patrick Palmer



Da pele nua me vesti
retornei do passado
trazendo comigo o desejo - inebriado...

Sombras cobriam a luz
em que tanto de mim brilhava
e o ardor da vida ocultava...

O frescor úmido me tomou - de súbito
e da janela lambe os poros
que se abrem sedentos e vorazes
a sorver sabor tão intenso...

Deixa a dor - que leva o perfume
que amansa os desejos escondidos
que busca caminhos - novas cores
sem temer ou gemer teu calor...

Ing

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Abismo

Internet - http://incongruentelisura.blogspot.com.br/


Quando sinto o vento no rosto
que arrepia a pele e a alma
no horizonte não há tua voz
na luz não há mais teu brilho...
Não quero que o desejo
deseje mais intensamente
ter teu viver sobre o meu
fazendo-me vagar pelo abismo...

Meus versos compõem espaços - vazios
em vadio e insano pensar
na estrada que levou-me longe de ti
para a escuridão do esquecimento...
E talvez nesta noite mais negra - de pesar
eternizar o meu grito
amordaçado - sacrificado
pelo teu amar...

Ing


domingo, 22 de junho de 2014

Um cântico

Internet - http://incongruentelisura.blogspot.com.br/


Longe de mim ventos e ironias
aninharam-se - impiedosamente
rasgando o ventre inquieto
pleno de desejo - velho...

Nos lábios rasgados
nos olhos baços
um cântico me guia
por noites inexploradas...

Profunda melancolia
que envolve qual redemoinho
um coração vazio - a desfalecer...

Nesta melodia incansável
um rodopio entontece
despertando na solidão
o suor e a dança...

É uma certeza que busco
amando o abismo
que minha loucura
impiedosamente impõe...


Ing

Publicado originalmente em Retratos da Alam
http://retratosdaalma.com.br/

terça-feira, 27 de maio de 2014

As mudanças que não vemos.





"Aquilo que te prende é exatamente o que te liberta"
Bert Hellinger


Mesmo no suor, secava seu coração. Uma melancolia desenfreada invadia a alma.
Lá estava um corpo, inerte, perdido em vãos desejos...
A sede permanece - estática e paralisante. Uma sede constante, intensa.
Quase desfalecendo... Pulsa em uma plenitude absurda - os poros vertem...
Eterna troca solitária.
Quiçá voltasse a ser o que era - alegria calma.
História breve que cheira a poeira...

Esconde um destino - obscuro - onde folhas sem vida recobrem um caminho sem medida.
Aquela imagem da ventania que molhava o beijo - hoje orvalho tão triste - finalmente te levaria, sem voz, sem tom, sem despertar...
E assim mudar, em horas sem fim, monótona e indecente. Sem verniz, carapaça - um olhar.
Não há disfarce nas mudanças do tempo - transparente e inquieto.
Ancora-se na miragem do fracasso. Mudança que outra vez, é incerta.
É devaneio.

Ing


Este post é parte integrante do projeto “caderno de notas – terceira edição” do qual participam as autoras Ana Claudia Marques, Lunna Guedes, Mariana Gouveia, Tatiana Kielberman, Tha Lopes e Thelma Ramalho.
http://www.pontocontos.blogspot.com.br/
http://catarinavoltouaescrever.wordpress.com/
http://marianameggouveia.wordpress.com/
http://marianameggouveia.wordpress.com/
http://thalopes.com/blog/
http://www.2edoissao5.blogspot.com.br/

sábado, 3 de maio de 2014

Do querer...

Internet - Retratos da Alma





Não basta uma vida. Um amor
...um sim ou um não!
Não basta uma crença. Um entardecer
Uma despedida - um desafeto!
Não basta um desalento
Estar desatento!

Não quero uma vida mal vivida
Um amor meio quente - nem sim - nem não!
Não quero crenças frágeis. Um entardecer só,
Nem despedidas chorosas!
Não quero desafetos sem motivo...
Desalentos sem fim - nem a desatenção fútil!

Quero estar ancorada,
...em fortes raízes,
O amor de sempre.
Estar abertamente frágil

Quero desenhar o entardecer que envolve
Despedidas que voltem, afetos
Quero sim e não e, que a vida
...me leve em sua paixão!

Ing

Publicado originalmente em Retratos da Alma
http://retratosdaalma.com.br/


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

.motivos.




São tempos, são pensamentos
canções que me seduzem
que me deleitam..
mas as flores que
me adivinham
sucumbem na noite..

Apago mares de vertentes
que jorram pela pele
em tempos de eternidade,
que no tédio dos dias
escondem-se em sangue..

A dolorosa paixão
sem brio ou vergonha
vem pálida na imensidão
qual instrumento do bem
gritando bobagens
pedindo espaço..

Tocar no sentimento
trancado na alma
deixa privilégio inerte
à espera de uma chave
que na solidão nunca virá..

Ing

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

.introito.




Quando me arrisco
Quando me faço ventania
E me ausento,
Deixo-me  lembrança..

Quando horas a fio
De tempestade me pinto
sem segredo
Em tua alma me sinto..

Meu amor não é calmaria,
Não é desespero e nem  perigo..
É descuido..
Com cheiro  de vinho tinto..

Não há remendo nem consolo
Controlo o choro..
E na lágrima perdida
O amor ri da alegria..

Covardia?..
A doçura resiste
A mulher existe
E o sonhar é de luz!


Ing



publicado originalmente em
http://www.retratosdaalma.com.br/

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

.sombras.

Foto de Sofia Aquino


Se pudesse
viveria uma vida
em ninho de passos
em pontes de certezas...

Um passo adiante
viveria coração
viveria calma
existiria na solidão..

Atravessaria em nada
teus braços
perdida no espaço
de um devaneio sem jeito..

No redemoinho
dos desejos
me perderia em sonho
em nada e em névoa..

Um sopro de pecado
indefinido
no meu corpo calmo
seria cálido..

Seria enfim desfolhada
na despedida adiada
no vento que despe
e me envolve inteira..

Ing

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

.poro poema.

Internet


Escrevo com mãos que relutam
escrevo sem versos que rimam
as letras vibram sem se ler
revendo olhares em versos
que nunca virão..


Molhar a pena sem medo
qual dança passada revivida
rasgando o branco puro
pintado no desenho livre
que escorre pelo poro...

Me deixo levar pelo preto
pelo branco
pelo rubor e pelo ardor
e escrevo
sem enredo e sem dor..

Enfim na ponta do poema
encerra-se o instante
fluido, fugaz e inócuo
onde me deixei levar
sem sequer pensar..

Ing

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

.insonia.

Internet - http://oresignado.blogspot.com.br



De querer e de sentir
de amar e de viver
em uma nudez disfarçada
que nem nome pode ter..

Surge no meio da noite
se insinua, tumultua..
se veste de esquecer
e, inquieta, se desvanece..

Deserto de evocações
pagãs e ilusórias
onde a imensidão
é mão que não afaga..

Vertigem dolorosa
miragem invernal..
derradeiro sonho
envolto em carinho..

Corpo silencioso
imóvel e profano
brilha na noite
em alma insone..

Ing

quarta-feira, 26 de junho de 2013

.tão líquido.

Internet 


Me vejo no inverno frio
em cinzentas nuvens..

Sinto o sabor da água
que escorre quieta
no vidro da pele
que o sal corrói..

No olhar distante
vislumbre de luz eterna..

Quando um dia eu houver
um tanto suor de dor
terei a vida nas mãos
a transpor meu querer..

Me jogo em teus desejos
para saciar o que se liquefaz..

Ir além do silêncio
do gemido e do erro
na profundidade do teu olhar
para que não morras..

Ing





segunda-feira, 13 de maio de 2013

.brisa.

Internet



Hoje queria uma brisa
que viesse leve na pele..
que me fizesse sentir
o arrepio suave ..


Sabe a brisa que vem
sem que se espere..
que surpreende
e beija o corpo ..


Esperaria deitada
nua.. em areia fria..
e ela viria .. morna..
a banhar a pele crua..


Invisível e perfumada
sem doce ou secura..
seria um sopro de vida
que encheria o coração..

Ing

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

.versar loucura.

Internet



Sorvendo tua voz morna
penetrando no olhar distante
há um enevoado de sonhos
onde me disperso
onde me converto..

No anseio do arrepio
no desespero na voz
me deito em leito
de leveza e fogo..

Estremecida me envolvo
em nós de palavras 
que de tão loucas
redescobrem a rouquidão
do grito perdido..

Meu querer é névoa
descoberto em profundidade
no sopro breve
da insanidade..

Ing


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

.sem véus.

Internet - tela de C. Medeiros


A vida nos percebe sem véus
a alma nos sente vibrantes..
E sempre há o incontido
sempre há o escondido
o querer sem sucumbir..

Um instante delicado
um toque silenciado
vivendo parte à parte
para sentir teu aroma
ver tua beleza
sem redoma..

São ilusões no íntimo
relações sem sussurros
portas que se abrem
deixando e levando
novos ventos..

Ing

terça-feira, 23 de outubro de 2012

.turbilhão.

Internet


Sou o córrego que irriga
água límpida e fértil
a me mover ágil
a refletir o céu..

Reflexo da tua alma
do teu pensar e pesar
da tua dor e calor
que brilham em meu amor..

Um viver louco
furor inesperado
sem tempo e sem alento
a correr nas veias..

Sou córrego de vida
nas rubras veias tuas
que no tempo da alma
leva calor e torpor..

Sou turbilhão de emoção
de anseio e paixão
prostrado e entregue
em pó límpido e puro..

Ing

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

.rastros e sons.

http://duelosliterarios.blogspot.com.br/


Segue em mim o gosto doce
marca em mim a dor amarga
tira de mim um torpor insano
 o sabor que me move..

Incólume me ponho a pensar
a pesar e a acalentar
uma luz que nunca vejo
um som que nunca ouço..

Arrasta-me ao longo
desliza-me a pele
suga-me o sabor
do sempre novo..

O vislumbrar de ontem
que te deixou mudo..
que estancou-me o sangue
que nos deixou prostrados..

Ouço o eco da tua voz
que na alma transcende
me acende e me derruba
fazendo de ti meu algoz..

Ing