quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Para sempre.

Internet

Onde andam as linhas sentidas
que corriam soltas e leves...
Na ponta da pena brilhante
levava longe sonhos e risos...

Perderam-se no tempo
curto e impreciso
no sentimento confuso
na loucura dos dias...

A alma sofre e reclama
o corpo se agita em agonia
e as mãos - se vão contorcendo
esperando pelo voo cego...

Assim, a espera se faz leve
as linhas retomam seu sentido
desafogam-se os riscos loucos
transformados em lágrima...

E cada letra chora.

Ing

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Noturna

Internet Retratos da Alma




Ando pensativa ultimamente,
revendo momentos passados,
vivendo a vida que quero - e escolhi...
Deixo-me  por levezas
que só a memória é capaz de aproximar...

São noites de tormento
Sono que soluça tremores
E desliza em lençóis
Plenos de suores...

No rastro da tua ausência
inebriada pelo perfume que não sinto
sigo por caminhos,
sorvo gotas que vem de ti...

Gritar de nada adianta...
Chorar é distante refúgio...
São mãos - na pele...
São a vida!

Então escrevo...


Ing.

postado originalmente em
http://retratosdaalma.com.br/

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O livro.




Amigos que fiz pelas palavras.
Uns se mantém virtuais
- mas tão próximos...
Outros se materializaram
- em abraços e beijos
carinhos e versos...

Um encontro - afinidades
muitos risos e pães...
Encontros com calor
e sabor de café...

Palavras esparramadas,
sentimentos arrebatados...
Uma proposta inesperada
um partilhar na melhor forma.
Arte pura - manusear...
Um fruto para degustar...

Obrigada Lunna!
E elas não me pertencerão mais...

Ing

Pelo link abaixo quem desejar um exemplar:
http://scenariumplural.wordpress.com/2014/09/12/pr-venda-srie-exemplos-poesias/

sábado, 6 de setembro de 2014

Algo de luz



Uma história corriqueira
e á estava eu a esperar - coração seco...
Vazia de amar -
mas plena de desejos...

Escorregando por becos escuros
vislumbrando sombras
redemoinhos de folhas secas
remetem à minha pele...

Tenho na minha loucura
um passo de dança
que balança um ventre -
sem vontades...

Sem saber aonde vou
busco a calma - e um som
na luz difusa
de uma lua azulada...

Meu absurdo - interior
leva-me aos abusos
que eu entrego às manhãs
de janelas nuas de luz...

Ing

Originalmente postado em Retratos da Alma
http://retratosdaalma.com.br/

domingo, 27 de julho de 2014

Versos em fim.

Internet - desconheço autoria


Na vida crua, uma vez me vi nua...
Em mãos cheias de cores
sob a luz da lua
me fizeste plena de dores...

E veio o tempo e o amor
levando tudo à loucura
sublimando em torpor
toda a minha ternura...

Na miragem do caminho
sem visão, nem direção
levaste teu carinho
arrastando a atenção...

Versos distantes da alegria
me remetem à melancolia
mas tudo, sempre tem loucura
mesmo a alma mais pura...

Ing

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Abismo

Internet - http://incongruentelisura.blogspot.com.br/


Quando sinto o vento no rosto
que arrepia a pele e a alma
no horizonte não há tua voz
na luz não há mais teu brilho...
Não quero que o desejo
deseje mais intensamente
ter teu viver sobre o meu
fazendo-me vagar pelo abismo...

Meus versos compõem espaços - vazios
em vadio e insano pensar
na estrada que levou-me longe de ti
para a escuridão do esquecimento...
E talvez nesta noite mais negra - de pesar
eternizar o meu grito
amordaçado - sacrificado
pelo teu amar...

Ing


domingo, 22 de junho de 2014

Um cântico

Internet - http://incongruentelisura.blogspot.com.br/


Longe de mim ventos e ironias
aninharam-se - impiedosamente
rasgando o ventre inquieto
pleno de desejo - velho...

Nos lábios rasgados
nos olhos baços
um cântico me guia
por noites inexploradas...

Profunda melancolia
que envolve qual redemoinho
um coração vazio - a desfalecer...

Nesta melodia incansável
um rodopio entontece
despertando na solidão
o suor e a dança...

É uma certeza que busco
amando o abismo
que minha loucura
impiedosamente impõe...


Ing

Publicado originalmente em Retratos da Alam
http://retratosdaalma.com.br/

domingo, 8 de junho de 2014

Reverso de mim





Minha boca  - pedaço de ti - grita em agonia,
e a tua memória  corre - desgarrada..
Em um outro dia qualquer, sem medida
como delicadeza de orvalho, o teu amor se vai...
Vejo-me  em uma distância - longa e dolorida -  onde nada cabe,
onde eu te poderia  abraçar com mãos de leveza e lágrima.

Ah, se eu pudesse estar, como ventania, arrastando tua carne
sem delicadeza, sem resistência...
Seriam segredos rasgando a pele, na inconstância do encontro
no atrito de desejos, intransferíveis -  talvez acidentais.

Mas apenas temos um denso e intenso improvável,
onde um fogo crepita ainda – por acidente – presente.
E para além dos passos da saudade
tudo se distancia de mim – inerte – em uma manhã além do olhar.
E virão Invernos de embriaguez, de beijos sussurrados
de telas nuas – a exibirem-se ao encontro não consumado.

Tenho ainda um coração inocente – teimoso
soterrado em silêncio, no próprio mundo do absurdo
onde rabisquei  teus desejos de momentos eternos
na espera  da calmaria da dor...


Ing


Publicado originalmente em Retratos da Alma
http://retratosdaalma.com.br

terça-feira, 27 de maio de 2014

As mudanças que não vemos.





"Aquilo que te prende é exatamente o que te liberta"
Bert Hellinger


Mesmo no suor, secava seu coração. Uma melancolia desenfreada invadia a alma.
Lá estava um corpo, inerte, perdido em vãos desejos...
A sede permanece - estática e paralisante. Uma sede constante, intensa.
Quase desfalecendo... Pulsa em uma plenitude absurda - os poros vertem...
Eterna troca solitária.
Quiçá voltasse a ser o que era - alegria calma.
História breve que cheira a poeira...

Esconde um destino - obscuro - onde folhas sem vida recobrem um caminho sem medida.
Aquela imagem da ventania que molhava o beijo - hoje orvalho tão triste - finalmente te levaria, sem voz, sem tom, sem despertar...
E assim mudar, em horas sem fim, monótona e indecente. Sem verniz, carapaça - um olhar.
Não há disfarce nas mudanças do tempo - transparente e inquieto.
Ancora-se na miragem do fracasso. Mudança que outra vez, é incerta.
É devaneio.

Ing


Este post é parte integrante do projeto “caderno de notas – terceira edição” do qual participam as autoras Ana Claudia Marques, Lunna Guedes, Mariana Gouveia, Tatiana Kielberman, Tha Lopes e Thelma Ramalho.
http://www.pontocontos.blogspot.com.br/
http://catarinavoltouaescrever.wordpress.com/
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http://thalopes.com/blog/
http://www.2edoissao5.blogspot.com.br/

terça-feira, 20 de maio de 2014

O passado da minha cidade.

Internet
"Minha alma canta... 
Vejo o Rio de Janeiro!
Estou morrendo de saudades."
Tom Jobin



Sou carioca. Nascida e criada no Flamengo. Na terra quente e calorosa de gente e risos.
Um tempo distante que remete a ares mais limpos com passeios à beira mar.

Poderia aqui escrever e descrever um Rio que ficou na memória dos que o desfrutaram em águas agitadas e maresia noturna.
Ressacas de sal e cerveja preenchiam dias alegres e menos dilacerados pelo desenvolvimento e progresso.
Tudo era mais devagar - sem pressa de chegar. O bonde, as bicicletas, carros menos potentes.
A magia existia no romance, no ar mais fresco que permitia roupas mais elegantes.

Para falar de passado desta cidade maravilhosa, temos que lembrar do preto e branco, dos cafés de elite, chapéu de panamá, do Centro da cidade com todo o seu glamour - Confeitaria Colombo.
Falar dos grandes compositores, da garota de Ipanema...

O carnaval sempre foi o tom do carioca. As grandes Sociedades Carnavalescas desfilavam seus carros enfeitados nas Avenidas centrais com elegância e alegria, sendo esperados por uma multidão fantasiada de cores e sons, na alegria pura e simples.

Algumas coisas marcam mais. Um exemplo é a propaganda para os males da garganta,  divulgada no bonde - "Veja ilustre passageiro o belo tipo faceiro que o senhor tem ao seu lado. No entanto, acredite, quase morreu de bronquite,salvou-o o Rhum Creosotado" - e que fixou-se bravamente na memória dos que se deixavam levar por ele nos trilhos da época.

Hoje, depois de muitos anos, há uma nova cidade.
O bonde luta para fazer parte de um passado que não pode ser esquecido.
O progresso e o desenvolvimento impulsionados pela política e inchaço da população, trouxe a visão do descaso, desleixo, insegurança, e mais de muito que entristece quem ainda ama a cidade que teima em manter-se maravilhosa.

Quem ama o Rio luta por ele. Cuida, faz a sua parte.
E - como "recordar é viver" - vamos em frente!
Muito ainda por vir.

Ing


Internet - Blog do Rafael Peçanha

este post é parte integrante do projeto “caderno de notas – terceira edição” do qual participam as autoras Ana Claudia Marques, Lunna Guedes, Mariana Gouveia, Tatiana Kielberman, Tha Lopes e Thelma Ramalho.
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