domingo, 11 de outubro de 2015

Breve cântico de arrepio.


Deixa que teu desejo te leve
que o pudor se vá!
Domina tua sede e abre tua pele
na vergonha do sentir...
Te abandona...

Baixa o olhar e segue...

Não olha para trás
não grita tua angústia...
Escorre pelos dedos teu suor
de sangue - dor!
Te entrega...

Baixa o olhar e segue...

Leva contigo tua alma
tua dor - teu castigo!
Mata tua sede
de sangue e pele...
Segue!

Ing

17 comentários:

APENAS PALAVRAS disse...

Que poema caliente!
Poderia dizer sobre o desejo infindável que cada qual pode despertar no ato da intimidade.
Os desejos humanos são infindáveis. São como a sede de um homem que bebe água salgada, não se satisfaz e a sua sede apenas aumenta.
Nesta hora ele diz:
Deixa que teu desejo te leve
que o pudor se vá!
Domina tua sede e abre tua pele,. hoje contigo quero saciar minha sede.

Lindo poster seguida de uma linda gravura feminina...

bj nas linha do seu coração

APENAS PALAVRAS disse...

Poetizar é semear imaginação em palavras e adubar com emoção para florir nos corações!
A voz da minha imaginação fala alto,subitamente me pega de assalto
e me faz refém de devaneios
ardentes como os seus!

Vinicius C disse...

"Escorre pelos dedos teu suor" intenso. Um monólogo de toque e desejo. A submissão da vergonha ”Baixa o olhar e segue" deliciosa! Gostei muito me fez imaginar as mãos, o teclado, pausa para um vinho imaginado...

✿ chica disse...

Breve, profundo e lindo! bjs, chica

ॐ Shirley ॐ disse...

Imaginar e protagonizar o ato de amar...
Beijos, querida Ingrid!!!

Isabel Pires disse...

Poderoso!
Baixa o olhar e segue... Não vais às cegas. ;)
Boa semana, Ingrid.

Ani Braga disse...

Infelizmente, minha vida está uma correria sem fim e por isso quero pedir desculpas aos amigos, pois estou sem tempo para postar e para visitar os blogs que tanto estimo.
Em breve entrarei voltando à normalidade.

Beijos
Ani

AC disse...

Sabe, Ingrid, os seus poemas têm o condão de me tocar, tocar sempre...

Um beijinho :)

A.S. disse...

Deliciosamente belo, poderoso, um grito interior irresistivel que nos desnuda, subjuga e alimenta!

Bjusss,
AL

Maria Luisa Adães disse...

Deixa que o pudor se vá...
E te mostra tal como sentes
E escreves

E não esperes pelo final de nada
E levanta o olhar
Com coragem e amor

Só depois
Podes caminhar

Acompanhada,
ou isolada e só...


Com ternura,


Maria Luísa





Jaime Portela disse...

E como é bom deixar que o desejo nos leve...
Um excelente poema, gostei imenso. Como sempre, aliás.
Tenha um bom fim de semana, querida amiga Ingrida.
Abraço.

ONG ALERTA disse...

Desejos adormecidos....
Bjbj Lusette.

Sotnas disse...

Olá poetisa, passando cá, lendo, me encantando como sempre que por cá passo, com teus pensamentos cá compartilhados. Deveras intenso o trecho, " Deixa que teu desejo te leve"

Creio que faz sentido, pois assim é amar sem pudor...
Apenas seguir o que pede o desejo, e a entrega é completa, acontece o amor, ou, a libertação do que faz não se completar!
Belíssimo Ingrid, tão intenso quanto envolvente que aquece os sentidos, parabéns e grato por compartilhar.
Que seu viver seja sempre deveras intenso e regado da bênção do criador, boa moite e, até mais!

Ricardo- águialivre disse...

Olá

Poema maravilhoso. Sedução, perfume de palavras, entrega e amor. Lindo demais.
.
Feliz Domingo

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS disse...

Poeta Ingrid (não gosto de usar o termo poetisa, pois dá impressão de inferioridade... para mim, o feminino de poeta é poeta.... palavra comum de 2 gêneros), estive aqui e li muito...
Aliás, muitos aqui, eram frequentadores de meu antigo blog de poemas!
Mas quero dizer: Pela força do conselho, és seguidora da Clarice Lispector. Pela intempestividade das palavras, és seguidora de Florbela Espanca.
E pela doçura em escrever, Mário Quintana... Já te sigo. E aguardo um novo poema....

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS disse...

Como você tem moderação de comentários, meu antigo blog era o Integral de Mim e de Meu Tempo..."

Luciene Rroques disse...

Lindo!
Adorei seu cabelo está muito linda.
Felicidades sempre.
Um grande abraço!