sábado, 26 de setembro de 2015

Para pele e escuridão.

                                                                                   Imagem Internet - pintura a óleo de Consales Rodrigues - Mulher

Percorres a pele que escorre pelos - sem apelo
cada curva sinuosa insinua e chama...
Tua vontade - se entrega nas pontas dos dedos...

Um olhar jogado em cabelos escondidos
mostra a nuca contorcida - ansiosa
onde a marca de dentes arranca a veia vermelha...

Um rosto escondido - disforme?
Sim. Na nudez sem pudor de linhas,
no som de arranhar das unhas longas...

Ventre curvado - sugado
lambido e colorido
queimado sem o fogo do gemido...

Basta... Chegaste ao final da pele!
Último toque de poro e unha
de grito engasgado - sem dor...

Ing.

6 comentários:

✿ chica disse...

Inspirada e muito linda,Ingrid! Cada vez mais! bjs, chica

Rô... disse...

oi Ing,

que lindo,minha amiga,
sempre sensível e inspiradora...
adoro te ler!!!
beijinhos

meus instantes e momentos disse...

que bom voltar aqui...

Maria Luisa Adães disse...

De novo me encontro por aqui

E encontro teu poema
e gosto dele!

Mª. Luísa

A.S. disse...

É uma delicia ler-te!...


Bjusss,
AL

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Ingrid.
Poema intenso, bonito.

bj amg