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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Abismo

Internet - http://incongruentelisura.blogspot.com.br/


Quando sinto o vento no rosto
que arrepia a pele e a alma
no horizonte não há tua voz
na luz não há mais teu brilho...
Não quero que o desejo
deseje mais intensamente
ter teu viver sobre o meu
fazendo-me vagar pelo abismo...

Meus versos compõem espaços - vazios
em vadio e insano pensar
na estrada que levou-me longe de ti
para a escuridão do esquecimento...
E talvez nesta noite mais negra - de pesar
eternizar o meu grito
amordaçado - sacrificado
pelo teu amar...

Ing


sábado, 16 de novembro de 2013

.. Essa é minha carta ao mundo..





Digo que sinto e o que sinto, e do olhar pela íris que tanto me espanta, escorre uma lágrima ..

Sempre que  te vejo,  inspiro as palavras que  dançam à minha frente como pássaros,  e eu, extasiada, deixo-me  acompanhar  pelo seu voo incerto, pelas peripécias que só elas sabem fazer com meu pensar..
Tens tanta maldade, mas tanta beleza!
Sentes tanto pesar  mas nada fazes...   porque?
Sento-me à beira da calçada e observo,atenta , ao movimento dos que passam apressados sem sequer perceber que ali há vida.
E lá está você, meio onipresente...  meio louco isso!
Tocar-te... Passar  tão rápido por ti que sinto  no vento o teu perfume quente, único...
Do que preciso? Do que precisas?
O que é tão inegável em ti que te tornas distante, por vezes inerte  e  insone?
  
Um olhar estranho é sempre o que te atrai e nele me deixo levar.
Vislumbrar a luz que se esvai lentamente é uma sensação de final de dia ,perdido e insano...
E me perguntas:_ “Pois se tens tanta vida, onde a colocas?”
Nos corredores arborizados das ruas desertas, no lamento das vozes que preenchem as noites sem fim, no brilho do sol que ilumina as manhãs , no amar pleno que transborda lágrima a cada dor, a cada ausência...

Sempre que me  tocas, expiro a vontade de tanto amar, e danço, à tua frente , qual morcego sedento ,faminto, cego, que a tudo percebe, e só ele , sabe como chegar, e sobreviver...
Mundo louco mesmo, vidas jogadas em ventania, de tanto querer, e na  fragilidade de palavras  eu ando por aí, à tua busca, pelo teu olhar e por tua vontade..
 Busca do que te perdeu, do que te deixou o amargo na boca, da âncora que se soltou levando o prazer dos teus braços..

Difícil definir o que restou e o que será daqui em diante, sem a fé que regia teus caminhos, sem a beleza que vibrava no teu peito, sem o cavaleiro intrépido que a tudo e todos defendia..
 Mas, escrevo para dizer-te que creio no tamanho da esperança, no olhar sem solidão, na luz nos devaneios, e na fé..

A fé em finais felizes!....

Ing


Este compõe o segundo post da segunda semana do Projeto Caderno de Notas, do qual faço parte com imensa alegria.
O tema é .."essa é minha carta ao mundo"..
Conheçam as 6 autoras participantes: