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Escrevo com mãos que relutam
escrevo sem versos que rimam
as letras vibram sem se ler
revendo olhares em versos
que nunca virão..
Molhar a pena sem medo
qual dança passada revivida
rasgando o branco puro
pintado no desenho livre
que escorre pelo poro...
Me deixo levar pelo preto
pelo branco
pelo rubor e pelo ardor
e escrevo
sem enredo e sem dor..
Enfim na ponta do poema
encerra-se o instante
fluido, fugaz e inócuo
onde me deixei levar
sem sequer pensar..
Ing










