terça-feira, 19 de abril de 2011

solidão escondida.


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Corre e te esconde
me acho..
Aquece teu caminho
e sente a viagem..

Teu segredo de espuma
é a efusão que sacia..
Contempla o que sentes
e não mates o amanhã..

Sublime sombra
que ninguém ve..
Ausência aconchegada
no abraço arrebatado..

Vês com pressa a gota
que cai e escorre..
No caminho mesmo assim
é busca de ti mesmo..

Existencia irrecuperável
de memórias plenas..
Levados sempre
no perder-se da noite..

Ing

16 comentários:

Letícia disse...

Perder-se é reencontrar-se...
Perder-se em um amor nítido e pleno,
Cercado de cuidados e de toques,
Sentidos e inimagináveis,
O corpo e a alma que se complementam a cada encontro.


Beijos!

Severa Cabral(escritora) disse...

Como sabes te sigo à algum tempo,e sempre que venho aqui,é para me deliciar com tuas escritas,sinto no toque da alma que ela se completa;
"corre e te esconde
me acho..."
te achei,kkkkkkkkkkkk,bjssssss

Poeta del Cielo disse...

Bella poesia Ingrid amiga cada vez tus letras crecen e crecen enormes de emocion e sentimento e é lindo sentir tudo asim...

saludos de coracao amiga
abracos
otima semana

Arnoldo Pimentel disse...

Muito lindo e profundo seu poema, parece uma busca.Beijos

✿ chica disse...

Triste mas linda a solidão aqui...beijos,ótimo dia!chica

Elaine Freitas disse...

Querida,

Que lugar encantador! Belas palavras que tocam a alma!

Beijos enormes no seu coração

Leonard M. Capibaribe disse...

É incrível como nos desconstruimos quando a solidão esta presente no nosso dia. Viver de lembranças nessas horas pode ajudar ou piorar. Complicado essa vida.

Vozes de Minha Alma disse...

Ingrid,
Lindo, triste, e carregado com sentimentos de nostalgia e dor.
Assim são os poetas.
Bjs.

Ricardo Miñana disse...

Es un placer pasar por tu casa,
disculpa la ausencia,
que tengas unas felices fiestas
de semana santa.
un abrazo.

Assis Freitas disse...

Eros e Psique

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.


Fernando Pessoa



beijo

Karlinha Ferreira disse...

Bom dia!

Como sempre belo texto!

Beijo grande!

Cristiane disse...

Solidão, ausência...e ao mesmo tempo, memórias plenas de existência! Esse é o constante paradoxo! Boa páscoa! \../

Chellot disse...

"Contempla o que sentes
e não mates o amanhã.."
Lindo! gostei imenso.
Beijos doces.

aldrey disse...

Que lindo poema,"NÃO MATES O AMANHÃ" nosssaaaaa..bjs querida

Cristina Lira disse...

Oiii...

Andando pela blogosfera encontrei este teu cantinho aconchegante e resolvi ficar, estou gostando muito do que estou lendo...tudo aqui tá muito lindo... te convido a passar lá em casa, rsrs...

http://passossilenciosos.blogspot.com

Ingrid disse...

mais uma vez só agradecer a presença e o carinho..
beijos perfumados